A partir de 1970, residindo em São Paulo, inicia, como repórter na grande mídia, uma incursão na questão indígena brasileira. Até então tratados superficialmente, com um viés folclorizado – quantas esposas um único índio podia ter, eram ou não antropófagos, tinham ou não sentimentos de posse - ignorando o processo de extermínio e subjugação finais desses povos. Eram os primeiros anos da ditadura militar de 64, onde a Amazônia permanecia ainda não devassada, e as culturas dos povos originários, do que sobrou desde a ocupação inicial, permaneciam bastante isoladas. O registro fotográfico – em P&B e em cromo – somando cerca de 9 mil fotos, acontecido entre os anos de 1970/2020, desses povos, envolvendo Amazônia, regiões Sul, Sudeste e Centro/Oeste é com certeza a mais demorada e abrangente incursão de que se tem notícia.